por Renato Rodrigues
Assisti ontem o piloto recusado do seriado da Mulher Maravilha já esperando uma bomba pelo alarde que teve na mídia especializada e todas as críticas envolvidas e confesso que foram 40 agradáveis minutos de aventura descompromissada (com as devidas restrições orçamentárias de uma série de TV de médio porte). Só relebrando, a série foi criado por David E. Kelley (de Ally McBeal, O Desafio e Justiça sem Limites) e negado pelo canal NBC por "não se encaixar" com as outras séries que eles estavam planejando.
A trama (sem revelar nenhum spoiler): Diana Themyscyra é uma empresária que também combate o crime como a MM e isso não é segredo. Ela ainda tem uma terceira identidade (Diana Prince), esta sim secreta, que usa para relaxar e tentar levar uma vida normal. No pouco mostrado não fica bem claro se ela tem mesmo super poderes ou é apenas uma atleta super-treinada/ninja/Xena/Nikita com roupa colorida.
Como era um piloto de série tendemos a relevar os erros e furos a não ser que comprometam demais a trama principal. E a trama (se um dia tiverem a oportunidade de ver) não é nada complexa. Simples e enxuta (até demais para os padrõs rebuscados de hoje) mas nada abaixo de qualquer episódio de Smallville.
Então mais uma vez a pergunta que não quer calar.
Por que puxaram ao tapete da série tão cedo?
Só posso conjecturar (ou chutar sem nenhuma noção como sempre) que faltou algum tipo de apelo comercial. A série procura passar uma visão adulta (apesar do tema super-heróico) mas não tem a maturidade nem diálogos bem escritos que se esperam de uma série atual. As ações de Diana não passam impunes, a justiça vive no pé dela por seus atos como vigilante uniformizada (algo que poderia ser muito bem explorado no futuro já que Kelley é o rei das séries de tribunal) mas faltou um ponto de virada forte. A vilã (que parece muito malandra no início) dá um mole danado no final revelando um plano meio bobo.

A Eddie apontou algo fútil mas pertinente: Tem muita mulher bonita, como a protagonista Adrianne Palicki, sua amiga Etta Candy e a vilã Liz Hurley mas os homens estavam fracos de feição. Faltou um "filtro Smallville" para pegar a mulherada. E se você é mulher e não assistia
Smallville só para ver o Tom Welling está mentindo!!!
Em resumo, o piloto pecou por mostrar uma série sem um público definido. Não é jovem, não é adulta, não teve efeitos (como o primeiro episódio de
Smallville com meteoros, nave caindo e explosões) mas nada que não pudesse ser regravado e melhorado. Para mim a Mulher Maravilha sucumbiu mesmo foi a má vontade, a grande Kryptonita da TV.
PS: E a Adrianne Palicki é muito bôoouoa!