quarta-feira, 31 de março de 2010

DONA GAGÁ

por Renato Rodrigues
Já imaginou se a Lady Gaga tivesse uma vida porcaria que nem a sua? Pegasse ônibus, fosse a lavanderia, trabalhasse em um emprego horrível? Já pensou? Claro que não, você deve ter mais o que fazer, mas o pessoal que fez o vídeo abaixo pensou.

Clica aí no play, mané:




A maior parte das cenas foi gravada em Sydney. As imagens foram publicadas no canal do Youtube do programa "Hungry Beast", veiculado na Austrália pela ABC. A beldade que faz a Lady Gaga aí é a atriz Veronica Milsom.

BBB 10: No Big Brother, a vitória é sempre do Brasil.

Por Ricky Nobre

Eu nunca escrevo em primeira pessoa. Apesar da minha formação em publicidade e em cinema, abracei esta prática jornalística de, mesmo produzindo um texto rigorosamente subjetivo, desenvolver uma narrativa totalmente objetiva na aparência. Reparem que em minhas críticas aqui pro Séries, eu nunca digo “eu acho”, “eu penso”. Digo, “é”, “não é”. Isso dá a impressão ao leitor de que eu sei do que estou falando. Mas hoje escrevo em primeira pessoa, pois o assunto me perturba e revolta de forma muito pessoal.
Antes de mais nada, sim, eu vim aqui falar de BBB. E para não deixar dúvidas, vou logo esclarecendo de uma vez:
1 – Não, eu não virei fã do BBB e nem passei a assistir.
2 – Não, eu não estou desesperado por aumentar a visitação do blog.
Assim, vamos adiante.

É meio impossível não saber nada sobre BBB. E olha que eu me orgulho muito de conseguir me manter o mais alienado possível da cultura televisiva aberta brasileira, assim com de boa parte do que faz sucesso na música, seja brasileira ou não. Mas não dá pra não saber nada sobre BBB. Está em todos os lugares, todos os jornais, todas as revistas, nos intervalos da TV a cabo, absolutamente em qualquer lugar. Em sua décima edição, encerrada na noite de ontem, a Globo continua com motivos para comemorar. Se a audiência caiu muito em comparação às primeiras edições, a participação do público só aumenta e atingiu um recorde inacreditável no último episódio: nada menos do que 152 milhões de votos!!! Menos pessoas estão vendo BBB, mas as que vêem mostram uma devoção obsessiva com os resultados e com seus brothers e sisters favoritos.


Uma nota pitoresca. Minha namorada, brilhante antropóloga, com uma bagagem intelectual que me mata de inveja, é louca por TV e por cultura de massa. É viciada em reality shows e assiste de tudo, até o inacreditável Girls From Playboy Mansion. Mas ela detesta BBB. Ao contrário dos demais realities, que mostram pessoas em, supostamente, suas vidas e rotinas normais, ou nos realities de competição, em que os participantes disputam um prêmio a partir do exercício de seus talentos profissionais, seja cantando, desenhando roupas, sendo modelos, cozinhando ou seja lá o que for, no BBB é diferente. Um grupo de pessoas se isola do mundo e fazem... NADA! Simplesmente, nada!!! Participam de prova bobinhas, no estilo game-show, ganham alguns prêmios em testes de habilidade ou resistência, e procuram angariar a simpatia popular para atingir o grande prêmio, atualmente em 1,5 milhão de reais. Os demais realities não fazem muito sucesso no Brasil. A(s) versão(ões) brasileira(s) do American Idol lutam sempre para continuarem no ar e não revelam ninguém que faça realmente sucesso. Outros pequenos programas, como versões do Esquadrão da Moda, ou Dez Anos Mais Jovem, tem participações bem modestas no ibope. Mas BBB e A Fazenda são sucessos estrondosos. Por quê? Porque o brasileiro não tem tanta admiração por quem vence através do trabalho quanto tem por quem vence pela sorte ou pela “esperteza”. No BBB, o vencedor ganha dinheiro pra ficar três meses numa casa de luxo sem fazer nada! Não depende de talento, de esforço, de trabalho. Ganha quem for esperto o suficiente pra jogar bem e ganhar a simpatia do público.


Fernanda: bonita demais pra ganhar.

Mas voltando à minha namorada, ela se mudou recentemente e ficou sem TV a cabo. Rodando os nossos pouquíssimos e sofríveis canais abertos, ela parou na Globo e suspirou: “Agora entendo porque as pessoas vêem Big Brother. Não tem NADA mais pra ver”. Foi assim que assisti uns três ou quatro episódios das últimas semanas deste BBB.
Que Dourado ia ganhar era fácil de prever. Qualquer um podia ter a esperança de que isso não acontecesse, pois esperança é um sagrado direito do ser humano. Mas ele correspondia a um padrão. Me lembro em 2000 o quanto o resultado do primeiro Big Brother me revoltou. Foi uma revolta tão profunda, que martela na minha cabeça até hoje. Logo nas primeiras semanas, Xiane, uma loura meio feinha e muito gostosa protagonizou a primeira cena de “edredon” com um bronco chamado Bam Bam. O povo ficou muito revoltado com aquela pouca vergonha e botou a menina pra fora da casa logo naquela mesma semana. Então na semana seguinte, foi a vez do cara ser punido pela decência popular, certo? Errado!!! Ele foi até o fim da competição e GANHOU O PROGRAMA!!!! Em plena virada do milênio, o brasileiro mostrou que continua moralista, provinciano, preconceituoso e misógino. A mulher foi punida pela sacanagem, o homem, premiado.

Xaiane foi expulsa e Bam Bam, premiado for fazerem a mesma coisa e juntos!

Desta forma, não era de se admirar que o machão homófobo Dourado, que foi vilão no BBB4, virasse herói do BBB10. Somado a isso, ele conseguiu outro rótulo que garantiu a vitória de vários brothers anteriores: o de coitadinho. Hostilizado por boa parte dos competidores e do público, aos poucos ele foi conquistando a simpatia digna dos incompreendidos. Somando-se ao fato de que mulher bonita e gostosa jamais ganhou um BBB (o que deixou Fernanda fora da jogada), o caminho ficou livre pra Dourado vencer o boa praça Kadu, que era amigo de todo mundo na casa, gostosas, machões, gays, lésbicas, todos. O grande prêmio e o momento de glória foram para aquele que carrega os valores tipicamente brasileiros: o preconceito, o machismo e a cultura do derrotado.
Parabéns pela vitória, Douroado. Você é a cara do Brasil. Você merece!

domingo, 28 de março de 2010

EU NÃO PERCO O AMERICAN IDOL II

por Eddie Van Feu
Simon Cowell parece cada vez mais de saco cheio de estar ali, ninguém sabe porque a Ellen está na mesa e ficamos esperando alguém explicar e Kara e Randy são dois chatos. Dito isso, vamos à nossa crítica semanal do American Idol que trilha seus últimos passos rumo ao fim, programado para 2011.
Infelizmente, só comecei a acompanhar o reality show musical há três anos. Hoje, gostaria de ter visto o programa com fôlego de iniciante, os pegas entre Randy e Simon, as brigas ferrenhas entre Paula e Simon. Agora tá todo mundo cansado demais pra brigar e Paula Abdul faz falta. Ainda assim, é uma boa diversão e este ano está com participantes interessantes.

Na semana passada, eu lamentava a perda de Lacy Brown e Lilly Scott, que mereciam chegar beeeem mais longe na competição. Nessa semana, eu comemoro a saída da Paige, mas lamento o resultado final dos TOP 10. Em detrimento de gente boa que saiu cedo demais, ficamos com uns chatos que poderiam já ter cantado pra subir, literalmente. Minha mira de oráculo da destruição está em cima da chatinha da Katie e do Andrew Garcia (que se apoiou em cima da versão maneira de Straight up, da Paula Abdul, e nunca mais acertou nada).

Meu beijo da morte ainda ronda o super gente fina Tim Urban, que é uma gracinha, mas não tem voz, o que é levemente importante numa competição de canto, e a Didi Benami, que tem uma voz que eu ouviria pra sempre. Ambos andam sendo apedrejados pelo júri, com especial apreço sádico em cima do Tim, que fica com os olhos cheios d'água no palco ouvindo como ele é ruim. Renato acha que no intervalo eles se reunem e vão lá nos bastidores dar uma surra nele, pra completar a tortura.

Essas são minhas escolhas de coração, mas minhas apostas são outras. Casey ontem arrebentou com sua versão de Power of Love, mas o júri não gostou porque achou a música velha. Caramba! Nós amamos essa música aqui em casa! E adorei ver o Casey cantando! Felizmente, a América também gostou e disse ao júri que ele fica. Crystal também arrebentou com seu tapete e seu caso de possessão de Janes Joplin, e é outra que dá gosto de ouvir. Interessantemente, ambos fizeram a mesma coisa: cantaram músicas velhas muito maneiras, do jeito que elas eram. A Crystal foi ovacionada pelo júri como uma gênia. O Casey foi espancado com pedaços de pau. E fez a mesma coisa!!!! Vai entender!

O resto foi "just ok", como costumo dizer. O bizarro é que mais uma mulher saiu, quando os homens nesse ano estão fraquíssimos. Provavelmente, a audiência é de maioria feminina, pois é a única explicação pras mulheres ainda estarem saindo.
Fica aqui nosso tchau pra Paige, que ficou perdidinha cantando Phill Collins e foi destruída pelo Simon. Ela parecia deprimida e acho que vai voltar a dar aulas pras crianças. Paige, apesar da boa voz, não parece ter a garra e a paixão necessárias para encarar a selva do mercado artístico. Tem que gostar muito pra aguentar as porradas, e ela parece frágil demais pra isso. Suas declarações depois da eliminação deixam claro que ela não está pronta. Disse estar surpresa com a eliminação, que estava doente e que o júri foi muito duro com ela. Bom, o júri, como a vida, é duro com todo mundo, não sei porque ela achou que ia ser diferente com ela. Disse também que eles a descartaram antes mesmo dela cantar para salvar sua vida, e isso aconteceu mesmo. E isso foi muito pouco polido. O Tim se salvou escorregando pelo palco. Agora poderemos vê-lo apanhar impiedosamente por mais uma semana.

Paige hoje e amanhã

LEIA AS CRÍTICAS ANTERIORES:
American Idol Top 12

quinta-feira, 25 de março de 2010

ADEUS, BILL MAXWELL

por Renato Rodrigues
Morreu ontem o ator Robert Culp. Eu creio que nenhum dos amigos que acompanham aqui nossa página vá lembrar dele. Nem o jornalista da Folha de SP que fez a notinha sobre o passamento do ator lembrou direito, mas pelo menos foi um dos poucos na mídia que deu a notícia, então está perdoado.

Esta nota de falecimento é muito pessoal pois ele fazia parte de um seriado que foi por anos (e ainda é) o meu predileto: O Super Herói Americano. Nele, Robert fazia o agente do FBI Bill Maxwell, um cara turrão e conservador que já estava fora do seu tempo mesmo em 1980. Mas como manda o bom clichê, "era o durão de bom coração!".

O artista, de 79 anos, chegou ontem no hospital Queen of Angels após bater a cabeça enquanto passeava perto de casa. Uma pessoa que corria pela região achou o ator e chamou a emergência. A morte foi confirmada no hospital. De acordo com o policial, uma investigação preliminar sustenta que a queda foi acidental e que não há indícios de violência.

Sucesso na TV - Nos anos 60, Robert brilhou na TV como o agente secreto em "Os Destemidos" (I Spy), uma série que rompeu barreiras ao ser o primeiro drama com um protagonista negro (o comediante Bill Cosby). Nos últimos anos, marcou presença na série "Everybody Loves Raymond" como o sogrão do protagonista.

Pra mim foi a triste perda de um amigo distante que ainda me diverte quando assisto aos DVDs da série. Seu personagem era um sujeito irritante e difícil de se conviver mas um amigo com soluções para qualquer problema. Se você saca um pouquinho de inglês vai entender o porquê com esse depoimento do próprio Culp:



Releia aqui a matéria especial sobre o seriado

terça-feira, 23 de março de 2010

DVD e Bluray de AVATAR virão peladinhos!


Já está marcado para o dia 22 de abril o lançamento nos EUA e Brasil do DVD e Bluray do arrasa-quarteirão absoluto Avatar. A data foi escolhida por ser o Dia da Terra (que bucólico...). A Fox, ao que parece, não teve o menor pudor de deixar claro que vai meter a mão no bolso dos colecionadores. Tanto o DVD quanto Bluray virão numa versão simples, SEM NENHUM EXTRA. Nada! Nadica! Neres de Pitibiriba! A desculpa esfarrapada é de que todo o espaço do disco foi reservado apenas para o filme, para que a qualidade seja a máxima possível. Não teriam eles ainda descoberto a revolução tecnológica do DVD DUPLO??? Enfim, Cameron já cantou a pedra de que em novembro deve sair uma nova versão. Então guardem seu rico dinheirinho pra comprar o troço direito, provavelmente uma edição dupla ou tripla. Depois não sabem porque a pirataria come solta...

segunda-feira, 22 de março de 2010

E AÍ, COMO VAI A FAMÍLIA?

por Renato Rodrigues
Vindos dos cartuns do tímido Charles Addams em 1938, a Família Addams ganhou mesmo fama mundial em 1964 com a série de TV (e sua musiquinha ficou na nossa cabeça pra sempre!). Por aqui ficou famosa mesmo pelo desenho de Hanna-Barbera onde o urso batia na porta e o Tropeço dizia "Que éééé???".

Nos anos 90 veio o filme com Raul Julia e Angelica Houston e a Família Addams brilha nos cinemas em dois filmes muito populares.

Depois de um tempo na geladeira do IML, os Addams voltam à vida em Nova York, em um pacote que inclui musical na Broadway, um novo filme, coletânea de cartuns e exposição no museu da cidade.

Nos cartuns originais eles não eram exatamente como hoje conhecemos. Ao longo das décadas várias mudanças foram feitas na família em programas de TV, animações e filmes. Assim, o novo musical, com Nathan Lane (Gomez), Bebe Neuwirth (Mortícia) e Kevin Chamberlin (Tio Chico), propagandeia ser uma volta ao original.

Sentindo o cheiro de dinheiro, o Museu da Cidade de NY, incentivado financeiramente pela produção do musical, organizou uma exposição dedicada a Charles Addams, que mostra desenhos seus e uma seção reservada à família, claro.

E, pra coroar a volta triunfal, Hollywood anunciou que um projeto em 3D dirigido por Tim Burton. Tudo à ver com a família macabra.

Uma curiosidade: Entre os milhares de desenhos que fez ao longo da vida, apenas 150 cartuns traziam algum dos membros da "Família Addams". Quando tem que ser, tem mesmo, viu!

domingo, 21 de março de 2010

EU NÃO PERCO O AMERICAN IDOL

por Eddie Van Feu
Muito bem, cá estou eu pra começar uma nova sessão na nossa página! Os brasileiros que acompanham o American Idol podem agora acompanhar essa coluna aqui também pra trocar impressões (mas pense no meio ambiente antes de imprimir suas impressões). Depois dos 24 candidatos que fizeram a dancinha pra gente, a sanguinolência começou e vários ficaram pelo caminho. A maioria merecia mesmo ficar pelo caminho, mas alguns foram uma perda, como a Lilly e a loirinha bonita que eu já esqueci o nome.

Agora, com 12, a gente já começa a decorar os nomes, especialmente os injustiçados. A primeira a sair era uma favorita minha, o que fez o Renato me pedir pra parar de torcer para as pessoas, pois eu tinha o beijo da morte. No Brazil Next Top Model foi a mesma coisa. Era só eu torcer por uma que a coitada era eliminada. Lacey Brown é linda e canta que é uma beleza. Não deu pra entender porque ela foi a menos votada, especialmente quando ainda temos a chatinha da adolescente Katie e a outra chatinha Paige. Os homens neste ano estão um desastre absoluto, tornando a saída da Lacey mais injusta ainda.

Minhas apostas neste ano vão para o bonitão Casey. Sem jeito toda vida e meio caipira, ele é o sonho de consumo de 9 entre cada 10 mulheres (sendo uma a Ellen Degeneris). Minha outra aposta é para o azarão, Tim Urban, que é uma gracinha e está se apoiando nisso, porque ele realmente nem canta tão bem. Mas vamos admitir que o grande barato dessa temporada são as mulheres! A Crystal arrebenta, a maldita! Siobhan é simplesmente fantástica! Sou apaixonada pela Didi! Já entre os homens nós temos Casey... E... Casey... E o Casey. Cabou! Big Mike é maneiro, mas parece cantor de cassino (e o Rei do Crime do filme). E o Tim Urban é uma gracinha! Acabou!

Fica aqui meu protesto contra a saída da Lacey e minha esperança de que os melhores parem de sair!

Lacey hoje e ontem!