quarta-feira, 21 de abril de 2010

Eu não perco o American Idol V - Mais dois ficam pelo caminho

por Eddie Van Feu
A escolha da Sony de trocar o dia e horário do American Idol foi burra. Nas TVs à cabo é um mistério como as pessoas mantêm os seus empregos. As chamadas são equivocadas e repetitivas, sem criatividade e sem capacidade de vender o peixe. Qualquer um que veja as chamadas da TCM percebe a diferença. A mudança de horário não beneficia ninguém. Além da transmissão no programa no Brasil estar agora mais defasada do que antes (agora, assistimos com uma semana de atraso os resultados), a reprise no sábado se torna meio redundante. E a pergunta de um milhão de dólares é: Se o American Idol CONTINUA passando sábado no mesmo horário, por que não passar o inédito no sábado (com quatro dias de defasagem) e repetir na terça? Tudo bem. Eu fiz faculdade, devo ser uma gênia por ter pensado nisso...

Na semana passada, o João Grandão foi salvo pelo voto de misericórdia do juri. Nessa semana, dois teriam que ser sacrificados por causa disso. O tema foi empolgante: Elvis! Ele, o único! Como os Beatles, difícil escolher música ruim, mas fácil escolher música esquecível. E foi exatamente o que os excelentes, mas meio burrinhos, Crystal e Casey fizeram. Escolheram músicas desconhecidas e meio lá lá lá, daquelas que o Elvis deve ter cantado e esquecido assim que terminou o filme de surf. Como a Crystal é fantástica, ainda assim foi um show, especialmente porque ela abriu o programa. Já o Casey se deu mal em fechar o programa sem nenhum impacto. Dificilmente algum dos dois corre perigo.

Andrew Garcia. Lamendo, Andrew, mas beleza põe mesa e grava disco.

João Grandão, quer dizer, o Big Mike, também escolheu uma desconhecida, um blues sobre nascer no gueto e ser pobre. Cantou de seu jeito meloso e chato e todo mundo achou ótimo. Acho que ele fica ainda algum tempo... Shiobhan veio com seu cabelo maluco e uma roupa meio Anos 80 que não combinaram muito bem. Mais uma vez, o visual esquisito dele distraiu um pouco. Na primeira metade, ela cantou com sua voz anasalada. Na segunda, ela gritou, o que sabe fazer melhor. No conjunto geral, ficou legal, mas estranho. Eu me senti comendo aqueles pratos diferentes que você não sabe direito se gostou ou não. O júri se dividiu.

Katie Stevens: um doce de menina que cuida da avó, mas que cometeu o erro de já nascer com 40 anos em uma época que todo mundo tem que ter 17 (inclusive as mulheres de 40 anos...).

Aaron, o Archuletinha, escolheu muito mal sua música. Blue Suede Shoes é a música mais Elvis que existe. Ou você é um clone do Elvis muito bom, ou você muda alguma coisa e tenta ir em outra direção. Aaron tentou, mas não deu. Ficou parecendo um karaokê com obstáculos. Andrew Garcia pegou seu violão e deu um show tipo Las Vegas contido. Muito chato. Katy mandou um recado para o júri, e continuou parecendo uma mulher muito bonita de 40 anos. Esse é o jeito dela e das duas uma: ou ela faz sucesso agora como uma artista madura e fica com 35 pelo resto da vida, ou ela espera fazer 40 e faz sucesso. Quem surpreendeu foi justamente o mais querido e odiado dessa temporada. Tim Urban, ou Turban, ou Tim Teflon, fez o que os outros não fizeram. Escolheu muito bem a música (I can't help falling in love with you), mudou de um jeito simples que fez diferença e usou as cartas que tinha, incluindo sentimento e seu rostinho bonito. E ele foi bem. Muito bem. Se não viu, confira no vídeo abaixo.




Lee foi outra boa surpresa. Beneficiado com os conselhos de Adam Lambert, o mentor dessa semana, ele descobriu que tinha uma cara com dentes na boca e resolveu sorrir. Sua voz é maravilhosa e finalmente ele pareceu um astro no palco. No clipezinho final, ficou engraçado o Tim cantar romanticamente que não pode evitar se apaixonar e o Lee vir logo depois gritando que quer mais ação e menos conversa.

No final, nos despedimos de dois que já eram fracos quando começaram. Andrew Garcia, que a menos que gravasse um CD com 12 faixas de Straight up não teria muito futuro, até que durou muito. E a Katy sempre foi muito chatinha, apesar de simpática. E assim nos despedimos dos dois que sairão em turnê. A competição aperta, o programa afunila e cada dia é uma vitória! Nossa! Parece meu trabalho!

A Brooke é tão bonita que dá vontade de ficar olhando pra ela...

Mas foi um bom dia para todos! Pudemos rever a beleza de Brooke White e o carisma de Adam Lambert, que por sinal foi o primeiro participante do American Idol a ser mentor. Ele fez um trabalho quase milagroso, concertando probleminhas que os candidatos tinham. Fez também uma apresentação maravilhosa no final e só faltou a nave mãe aperecer no meio daquelas luzes e levá-lo de volta para seu planeta. O American Idol dá todo o espaço que Adam quiser (e ele faz questão de ocupar cada centímetro) com toda a razão. Em quase dez anos de programa, eles até o momento não foram capazes de dar ao mundo um ídolo. Seu cartão de visitas é a Kelly Clarkson, que não é nenhuma Madonna. Se tem alguém que pode alçar esse vôo alto de se tornar um ídolo com alcance mundial, esse alguém é o Adam Lambert. Se ele não conseguir, meu amigo, ninguém consegue.

Adam Lambert. Esse pode tudo!

Hora de dar adeus a...

Katie Stevens hoje e no tempo do Balão Mágico

Andrew Garcia hoje e ontem, quando cobrava aluguéis no México.

LEIA AS CRÍTICAS ANTERIORES:
American Idol Top 9
American Idol Top 10
American Idol Top 11
American Idol Top 12

terça-feira, 20 de abril de 2010

007 na lona!

por Renato Rodrigues
Tá ruim pra todo mundo! A pindaíba nos estúdios da MGM levaram à suspensão por tempo indefinido (toda vez que eu ouvi isso no trabalho significou JÁ ERA, MALANDRO!) da filmagem do novo longa-metragem do James Bond. Os veteranos Neal Purvis e Robert Wade escreveram o novo Bond ao lado de Peter Morgan. Sam Mendes estava contratado para dirigir, mas o mais provável é que procure outro projeto pra pagar seu aluguel.

As nova peripécia do agente com licença pra matar estava prevista para chegar aos cinemas no final de 2011 ou no início de 2012 para comemorar os 50 anos da franquia. A dívida já chega aos modestos US$ 3,7 bilhões.

Vagabundo deve ter metido essa grana no bolso, não é possível! Um estúdio tão famoso tá nessa pobreza... Em breve o Leão vai pedir Bolsa Família, vocês vão ver.


domingo, 18 de abril de 2010

DOMINGO NO PARQUE - Os Trapalhões

Todo domingo vamos botar aqui uma espécie de sessão nostalgia relembrando good times da TV e da infância:

OS eternos TRAPALHÕES!
por Renato Rodrigues


O primeiro a aparecer na telinha foi Renato Aragão. Foi na TV Ceará, com o programa Vídeo Alegre, tendo a participação de vários humoristas, logo depois foi para TV Tupi no Rio de Janeiro. Com Dedé participou de vários programas e filmes, mas foi só em meados dos anos 70 que Mussum e Zacarias entraram de vez (ainda na TV Tupi). Em 77 foram para a Globo onde estouraram! Até festinha de aniversário parava às 7 horas pra garotada assistir ao quarteto. E nos anos 80, o programa atingia mais de 60 pontos no ibope contra 12 do segundo colocado.

Em 1981 comemoraram 15 anos de existência, com um especial de oito horas, com a participação de quase todo o elenco da Globo. O especial também serviu para divulgar a campanha em favor dos portadores de deficiência visual, promovendo a doação de córneas e de bolsas de emprego em todo o país. Ahá, e eu tenho a moedinha comerativa dos 15 anos que veio de brinde no gibi!!! (Riririririri... risadinha do Zacarias pra você)


Em 1991, foram homenageados pela Escola de Samba carioca Unidos do Cabuçu, com o enredo O Mundo Mágico Dos Trapalhões e em 1997, entraram para o Guinness Book, o Livro dos Recordes como o programa humorístico brasileiro que permaneceu por mais tempo em exibição na televisão.



TRAPALHADAS NOS CINEMAS

No cinema eles fizeram mais de 40 filmes (23 com o quarteto) sempre lotando salas nas férias. Falem bem, falem mal, foi o maior fenômeno do cinema brasileiro. Mais de cento e vinte milhões de pessoas já assistiram a filmes d'Os Trapalhões, sendo que sete filmes estão na lista dos dez mais vistos na história do cinema nacional.
Aragão, em várias entrevistas, deixou claro que o Cinema é sua maior paixão. O nome "trapalhão" tornou-se tão famoso que acabou sendo usado, no Brasil, em títulos de vários filmes estrangeiros de comédia, na tentativa de atrair mais público. Isso ocorreu com alguns filmes de Jerry Lewis, Woody Allen e Peter Sellers.

TRAPALHADAS NAS BANCAS
EDITORA BLOCH - Essa versão era muito engraçada, principalmente pela falta do compromisso "politicamente correto" de hoje. Essa revista durou 11 anos (de 76 a 87). Apesar das boas vendas, Renato Aragão e sua trupe mudaram de casa e de equipe criativa. Especula-se que os humoristas tinham planos financeiramente mais rentáveis e, por essa razão, não renovaram o licenciamento com a Bloch. Assim, em 1988, Os Trapalhões chegam às bancas pela paulista Editora Abril em uma versão infantil. Em 1996, a Bloch (já mal das pernas) ensaiou a volta dos personagens em As Aventuras do Didi mas durou apenas 3 edições. A Editora Escala também fez algumas edições e passatempos com o Turma do Didizinho nesta década de 2000 e agora (2010) volta as bancas em versão Mangá. Boa sorte!

TRAPALHADAS NOS DVDs
Hoje podemos rever os filmes a preços super camaradas (15,00) nas coleções lançadas pela Europa Filmes. A Globo lançou também 3 discos com os melhores momentos dos programas de TV, mas foi infeliz ao escolhes os quadros. É tudo muito misturado, alguns quadros muito chatos ocupam espaço de outros memoráveis que ficaram de fora. Mesmo assim vale a pena rever com boa imagem a fase áurea do quarteto.

A TURMA DO DIDI
Pra quem viu os Trapalhões em ação, é dose ver os atuais coadjuvantes do Renato Aragão. Mas o Didi é um guerreiro e está aí na luta, e agora, com o Dedé de volta, eu até arrisquei ver um quadro... E sabe que eu até ri com a dupla? A cinergia dos dois é inegável, mesmo sem texto.

Hoje graças a esses DVDs e ao You Tube (claro) as novas gerações podem assistir com seus pais às trapalhadas de Didi, Dedé, Mussum, Zacarias, Sgto. Pincel, Tião Macalé, Catifunda, Ted Boy Marino, Lafond e muitos outros humoristas. E é isso aí, Psit!


sábado, 17 de abril de 2010

PORRA, GEORGE LUCAS!

porra, Renato Rodrigues
Está muito em cima, mas ainda dá tempo para os paulistas verem o documentário O POVO CONTRA GEORGE LUCAS, uma divertida visão sobre o erros e acertos do cineasta reponsável pelo maior fenômeno pop do cinema, a Saga Star Wars (E que os fãs de Senhor dos Anéis me perdoem).

O próprio diretor do documentário, o brasileiro Alexandre Philippe, relembra o quanto a obra de Lucas o marcou quando cita o vilão Darth Vader revelando que era pai de Luke: "Eu tinha oito anos, foi devastador. O 'Império Contra-Ataca' mudou a minha vida", brinca.

O filme fala, entre outras coisas, das restaurações polêmicas da trilogia original onde Lucas limpou negativos, incluiu novos efeitos e, de quebra, mudou detalhes, gigantescos para os fanáticos --como fazer Han Solo revidar um tiro, no lugar de dar o primeiro e matar um alien.

"Não vejo problema em voltar atrás e mudar, todo diretor faz isso. A questão é que Lucas se nega a restaurar os originais, ele quer que apenas as edições novas fiquem para a história. Isso é extremamente questionável e deixa os fãs indignados", disse Philippe à Folha de SP.

Veja o Trailer abaixo


Galera de Sampa, ainda dá tempo, é só fazer uma "Força"!

O POVO CONTRA GEORGE LUCAS
Direção: Alexandre O. Philippe
Quando: sábado (17/04), às 20h, na Cinemateca, em São Paulo

E já que é pra zoar o mestre Lucas, "O que aconteceria de George Lucas restaurasse Cantando na Chuva".

terça-feira, 13 de abril de 2010

Eu não Perco o American Idol IV

por Eddie Van Feu
Ligeiramente atrasada porque estava viajando, chego agora com minha crítica semanal do American Idol. Dessa vez, eu me sinto menos solitária. Meu beijo da morte parece ter poupado os bonitões Casey, Lee e Tim. Meu olhar fatal acertou em cheio o que considerei a pior apresentação da noite. Também, com o tamanho do alvo, se eu tivesse errado ia ser muito azar!

Siobhan, que estava indo mal há duas semanas, se recuperou. Com um visual bacana e uma boa interpretação de Across de Universe, ela escapou da Berlinda. Cristal foi o máximo, como sempre, surpreendendo com um digderidoo no palco. E eu nem sabia o que era isso! Lee, que tem tanta personalidade quanto um copo de plástico, deve ter lido aqui no Alcatéia que a gente começa a conversar quando ele entra no palco e tomou uma atitude. Escolheu Hey Jude e apostou num cara à caráter com uma gaita de fole. O júri ficou confuso e desorientado. Ellen brincou que Lee não se distraíu quando apareceu aquele moço que se perdeu do seu desfile e Simon não sabia o que estavam bebendo no hotel, mas todos gostaram assim mesmo. Eu adorei. O público também. Lee escapou bonito.

As surpresas do dia ficaram com Casey, que cantou com emoção uma música lenta, fugindo pela tangente quando Ryan lhe perguntou por que tanta emoção, e com Tim. Ricky Nobre detesta o pobre rapaz, mas até ele vai ter que admitir que o garoto fez muito bonito dessa vez. Até o Simon elogiou! Também ficou claro que ele só está ali porque é bonito, como os candidatos comentaram com bom humor. O público gostou também e Tim, pela primeira vez, não está entre os menos votados! Katy também saiu da berlinda pela primeira vez, cantando Let it Be com um tom country (que só o Simon e eu percebemos).

Na foto, Cristal, a melhor, e Tim, o pior. E quer saber? Depois da temporada passada, não me espantaria ver o Tim ganhar!

A noite dos Beatles foi a melhor até o momento. Com tanta música boa, foi impossível para os candidatos errar. Mesmo assim, teve quem errou. A apresentação mais esquecível foi de Andrew Garcia, que ficou entre os menos votados. Aaron foi chato, como sempre, mas pela primeira vez, alguém além de mim e do Renato notou. O júri descascou, esperando um pouco mais a essa altura do campeonato. Ele também ficou entre os menos votados. Já Big Mike matou Eleanor Rigby. Eu não gosto do estilo R&B de Michael, então sou suspeita, mas achei uma das piores coisas que já vi até agora. Especialmente quando lembramos que essa música também foi cantada por David Cook, numa temporada passada, como você pode relembrar no vídeo aí embaixo.




Somente o Simon concordou comigo e achou tudo muito "over" na apresentação do João Grandão. Quer dizer, o Simon, eu e o público. Big Mike foi pra fogueira, sendo o menos votado da semana. Infelizmente, o júri usou seu voto de misericórdia para salvá-lo e ele voltará semana que vem, fazendo todas aquelas firulas irritantes com a voz. Não me entendam mal. Big Mike é muito gente boa! Tem carisma e vozeirão, presença de palco que parece ter nascido com ele. Meu problema com ele é simplesmente não suportar o estilo de música que ele canta.

Big Mike tem um ótimo pai de santo que o salvou da minha macumba!

Na próxima semana, teremos dois eliminados e um mentor inusitado. Adam Lambert, o candidato que elevou o padrão da disputa na temporada passada, tem tudo pra ser um grande astro, se souber jogar as cartas que tem. E o infeliz tem todas as cartas boas! Todas! Dá inveja! Agora, vamos aguardar e torcer pra que o tema seja legal e os candidatos certos fiquem!

LEIA AS CRÍTICAS ANTERIORES:
American Idol Top 10
American Idol Top 11
American Idol Top 12


domingo, 11 de abril de 2010

DOMINGO NO PARQUE - Candy Candy

Todo domingo vamos botar aqui uma espécie de sessão nostalgia relembrando good times da TV e da infância:

Ela era a loirinha mais encantadora que já passou pela nossa pobre TV, arrancou rios de lágrimas de fãs no mundo todo com sua história triste e conseguiu não ser esquecida, mesmo com a mudança drástica da programação. Candy era o nome da mocinha de um anime que passou aqui no Brasil pelos idos dos anos 70, atraindo meninos e meninas que se debulhavam em lágrimas ao ver as agruras por que passava a pobre menina. Com toda pinta de novelão, com drama, gente muito boa, gente muito má e um roteiro que era uma verdadeira delícia, Candy partiu nos deixando um final triste.

por Eddie Van Feu
Baseado no mangá escrito por Kyoku Mizuki e desenhado por Yumiko Igarashi, seus 9 volumes viraram mais de 100 episódios de uma série animada de TV que correu vários países. Dentre os países mais apaixonados por Candy Candy estão o México, a Itália e Brasil.

Somente anos depois (com a Internet), descobrimos que aquele fim triste que assistimos aqui não era o fim! Bem, se você se lembra de Candy Candy, prepare-se para desvendar os capítulos que nunca passaram (e, pelo visto, nunca irão) aqui. Se você nunca ouviu falar do desenho, leia assim mesmo, pois ela precede uma época de armaduras, naves espaciais, robôs que viram naves que viram armas que viram outra coisa e garotos domadores de monstros que vivem em bolas e nem por isso (ou talvez, justamente por isso), deixa de ser uma mega saga, tendo muito a ensinar sobre narrativa e construção de personagens.

Candy é uma menina órfã loira, bonita e extremamente alegre. Ela tem uma grande pureza no coração e vive com grande sinceridade, o que a torna vulnerável aos sentimentos mais mesquinhos de outras pessoas. No orfanato "Lar de Pôny" vive aprontando das suas e subindo em árvores.


A abertura pra matar a saudade

Sua melhor amiga é Annie, menina meiga, tímida e covarde. Quando Candy é escolhida para ser adotada, boicota sua própria adoção para não deixar Annie sozinha. Aí o casal, percebendo que Candy não queria ser adotada, resolve adotar Annie, que vai sem pensar duas vezes (a cena em que Candy, super feliz, conta a Annie que vai ficar e Annie lhe conta que foi adotada em seu lugar é uma das mais comoventes que já vi). Ainda no orfanato, Candy conhece um belo garoto numa colina atrás do Lar, cuja identidade permanece misteriosa até o último capítulo e que Candy chama carinhosamente de "Príncipe da Colina".

Na adolescência, Candy é adotada pelo clã dos Audrey, o mais rico, dos EUA. Lá, ela conhece a Tia Avó, matriarca do clã, e as pestes Elisa e Neal, dois irmãos adolescentes mesquinhos e extremamente cruéis. Eles atazanam a vida de Candy com tramas, brincadeiras de mal gosto e intrigas. Lembra quando ela chega na mansão pela primeira vez? Eles a recebem com um balde de água fria. Literalmente. Mas Candy nunca deixa barato e sempre dá um jeito de dar o troco e um troco bem dado.

Candy também reencontra Annie, que tinha sido adotada pelo clã Brighten, outra família rica e influente. Mas Annie tem vergonha de suas origens e renega sua amizade com Candy, pois esconde o fato de ter sido adotada. Apesar de dar vontade de socar a Annie, criamos uma certa empatia com sua covardia. Com o tempo, Annie volta a ser amiga de Candy e se apaixona por Archie.

Por sorte, Candy conhece Anthony, também do clã, carinha lindo cujo pai está sempre viajando e a mãe morreu muito jovem. Ele vê em Candy a imagem da mãe e isso é parte do seu amor por ela. Pela mãe ele também cuida de seu jardim obsessivamente. Lembra quando ele esbofeteia Candy por ela ter arrancado uma rosa especial de seu jardim? Candy é tão sortuda que também cai nas graças dos primos de Anthony, Archie e Stear. Archie é alegre e de bom temperamento, daquelas pessoas ótimas de se conviver e se apaixona por Candy, mas quando descobre que Annie é apaixonada por ele e o coração de Candy pertence a outro, decide esconder seus sentimentos por ela. Stear é o "coadjuvante cômico", fazendo invenções que não funcionam e rendendo bons momentos para a série. Ele é criativo, muito inteligente e bastante maduro. Ele também ama Candy, mas sabe desde o começo que seu amor não será correspondido e esconde-o eternamente.

Uma personagem misteriosa aparece na figura de Albert, um loiro maravilhoso que surge quando Candy está na pior e a consola e aconselha. Candy se apaixona por Anthony, que a ama naturalmente. Sua natureza gentil e delicada, seus cabelos loiros e seu cuidado com as rosas lembram o personagem mais famoso de Antoine Saint-Exupéry e o segue o destino trágico deste personagem. Quando Candy e Anthony estão mais felizes, imaginando seu futuro juntos, Anthony sofre uma lesão fatal na cabeça numa queda de cavalo, deixando Candy sozinha. Lembro que chorei três semanas por isso...

Bem, aí, nesse final trágico, a série acabou. Aqui, nossa última lembrança de Candy é no orfanato, pra onde ela retorna, sozinha, numa árvore olhando o horizonte em silêncio e com olhos tristes. Aqui, claro. Lá fora ela continuou ainda por muito tempo.


Muita gente não se conforma até hoje com a morte de Anthony numa queda de cavalo, o que deixou nossa amiguinha infeliz e só, condenada a passar sua vida sem o amado. Certo? Errado! Para nossa sorte, tinha muito mais Candy Candy pela frente! Mas, para o nosso azar, isso nunca chegou às nossas telinhas tupiniquins... Mas pra isso existe a Séries! A gente te conta como continuou a saga da animação nipônica mais chorosa que o Brasil já teve e ainda como terminou o mangá italiano!
Candy vai estudar numa conceituada escola inglesa chamada Saint Paul, onde conhece uma menina tímida chamada Patty. A personalidade de Patty cresce sob a influência de Candy e ela se apaixona por Stear. Elisa e Neal também estão na mesma escola, como sempre, infernizando a vida de Candy, pregando toda sorte de truques e peças que pudessem expulsar a menina da escola e da família. Mas Candy é esperta e tem santo forte, não se preocupe. Certa vez, Neal, com sua personalidade insuportável, atraiu para si a fúria de uma gangue de rua. Quando estava prestes a ser massacrado, Candy aparece e bota todo mundo pra correr (afinal, Candy bate pra caramba!). O resultado é que Neal se apaixona por ela e chega até a forçá-la a noivar-se com ele.

Também no Saint Paul, Candy conhece Terence, um jovem bonito, rebelde e anti-social, filho ilegítimo de um nobre inglês com uma atriz de teatro. Terence e Candy brigam o tempo todo, até que se apaixonam, mas Terence sai de Saint Paul para seguir seu sonho: fazer teatro na América. Quando começa a Segunda Guerra, Stear vai lutar como voluntário na força aérea e morre em combate. Patty fica só e infeliz, pois Stear partiu sem nem ao menos lhe dizer adeus. Archie fica com Annie e Candy se encontra novamente com Terence. Mas Patty se apaixona por ele, o que é um problema. Patty salva a vida de Candy e por causa disso, fica paralítica. Candy acha que Patty precisa mais de Terence do que ela e deixa o caminho livre para a amiga. Candy encontra novamente o jovem da colina com quem conversava no Lar de Pony. Seu nome é Albert, ele se parece com Anthony e é o responsável pela adoção de Candy pelo clã dos Audrey. Eles se casam e vivem felizes para sempre. No Japão. Na Itália ninguém gostou muito deste final e continuaram a história num mangá feito por artistas italianos com traço mangá (claro). Nessa continuação, Albert morre do mesmo jeito que Anthony. Candy resolve ir para a África (?!) procurar sua verdadeira mãe, e lá encontra Patty. Terence por sua vez, nunca foi feliz com Patty e a deixa para viver seu grande amor com Candy. Eles se casam e têm um filho, que é seqüestrado por Elisa. Nas aventuras do mangá italiano, todos os personagens aparecem e a história termina com Terence e Candy juntos e felizes. Viu? Final infeliz uma ova! Devemos fazer como os italianos! Se não gostamos do final de uma história, devemos reescrevê-la! E não estou falando só de mangás...

Eddie Van Feu escreveu e manda um beijo para todas as Candys, Annies e Patties do Brasil!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

84 ANOS COM HUGH HEFNER

Faz aniversário hoje o octogenário mais invejado do planeta. Hugh Hefner, fundador da revista e do império Playboy comemorou seus 84 numa festa na lendária Mansão Playboy, após assistir uma sessão de Alice no País das Maravilhas em 3D com suas três namoradas, as gêmeas Karissa e Kristina Shannon e Crystal Harris.


O visionário jornalista que lançou a primeira edição da revista com apenas 600 dólares e fotos inéditas do ícone Marilyn Monroe na capa, viu seu investimento se multiplicar em grifes, cassinos e uma infinidade de investimentos, que ele nem sempre tinha capacidade de administrar. Hoje, a Playboy Enterprises é considerado um empreendimento falido, mesmo que sua filha Christie Ann Hefner, hoje à frente da empresa, lute para salvar seu legado.


Mesmo longe dos negócios, Hefner dirige a revista até hoje com mão de ferro e nada é publicado sem seu aval. Estrelando seu próprio reality show, Girls Next Door (Girls From Playboy Mansion, como é chamado fora dos EUA), Hefner é, muitas vezes motivo de piada por continuar levando (ou tentando levar) uma vida de playboy de 20 anos aos 80. Mas quem não inveja o velho, que atire a pedra no primeiro coelho.